quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

OSCAR 2017 - Confira todos os indicados


Cerimônia de premiação acontece em 26 de fevereiro

La La Land: Cantando Estações foi o filme mais indicado, com 14 indicações - incluindo melhor filme, melhor ator e melhor atriz. Em seguida ficaram Estrelas Além do Tempo e A Chegada, ambos com oito indicações.

Abaixo a lista como todos os indicados:

Melhor Filme
Melhor Diretor
  • Denis Villeneuve - A Chegada
  • Mel Gibson - Até o Último Homem
  • Damien Chazelle - La La Land: Cantando Estações
  • Kenneth Lonergan - Manchester à Beira-Mar
  • Barry Jenkins - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Melhor Atriz
  • Isabelle Huppert - Elle
  • Ruth Negga - Loving
  • Natalie Portman - Jackie
  • Emma Stone - La La Land: Cantando Estações
  • Meryl Streep - Florence: Quem é Essa Mulher?
Melhor Ator
  • Casey Affleck - Manchester à Beira-Mar
  • Andrew Garfield - Até o Último Homem
  • Ryan Gosling - La La Land: Cantando Estações
  • Viggo Mortensen - Capitão Fantástico
  • Denzel Washington - Um Limite Entre Nós
Melhor Ator Coadjuvante
  • Mahershala Ali - Moonlight: Sob a Luz do Luar
  • Jeff Bridges - A Qualquer Custo
  • Lucas Hedges - Manchester à Beira-Mar
  • Dev Patel - Lion: Uma Jornada para Casa
  • Michael Shannon - Animais Noturnos
Melhor Atriz Coadjuvante
  • Viola Davis - Um Limite Entre Nós
  • Naomie Haris - Moonlight: Sob a Luz do Luar
  • Nicole Kidman - Lion: Uma Jornada para Casa
  • Octavia Spencer - Estrelas Além do Tempo
  • Michelle Williams - Manchester à Beira-Mar
 Melhor Roteiro Original
  • Taylor Sheridan - A Qualquer Custo
  • Damien Chazelle - La La Land: Cantando Estações
  • Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou - The Lobster
  • Kenneth Lonergan - Manchester à Beira-Mar
  • Mike Mills - 20th Century Women
 Melhor Roteiro Adaptado
  • Eric Heisserer - A Chegada
  • August Wilson - Um Limite Entre Nós
  • Allison Schroeder e Theodore Melfi - Estrelas Além do Tempo
  • Luke Davis - Lion: Uma Jornada para Casa
  • Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Melhor  Animação
 Melhor Documentário em Curta-Metragem
  • Extremis
  • 4.1 Miles
  • Joe's Violin
  • Watani: My Homeland
  • Os Capacetes Brancos
Melhor Documentário em Longa-Metragem
  • Fogo no Mar
  • Eu Não Sou Seu Negro
  • Life, Animated
  • O.J.: Made in America
  • 13ª Emenda
 Melhor Longa Estrangeiro
  • Terra de Minas (Dinamarca)
  • A Man Called Ove (Suécia)
  • O Apartamento (Irã)
  • Tanna (Austrália)
  • Toni Erdmann (Alemanha)
Melhor Curta-Metragem
  • Ennemis Intérieurs
  • La Femme et le TGV
  • Silent Nights
  • Sing
  • Timecode
Melhor Curta em Animação
  • Blind Vaysha
  • Borrewed Time
  • Pear Cider and Cigarettes
  • Pearl
  • Piper
Melhor Canção Original
  • "Audition (The Fools Who Dream)" | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul - La La Land: Cantando Estações
  • "Can't Stop the Feeling" | Música e canção de Justin Timberlake, Max Martin e Karl Johan Schuster - Trolls
  • "City of Stars" | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul - La La Land: Cantando Estações
  • "The Empty Chair" | Música e canção de J. Ralph e Sting - Jim: The James Foley Story
  • "How Far I'll Go" | Música e canção de Lin-Manuel Miranda - Moana: Um Mar de Aventuras
Melhor Fotografia
  • Bradford Young - A Chegada
  • Linus Sandgren - La La Land: Cantando Estações
  • Greig Fraser - Lion: Uma Jornada para Casa
  • James Laxton - Moonlight: Sob a Luz do Luar
  • Rodrigo Prieto - Silêncio
Melhor Figurino
  • Joanna Johnston - Aliados
  • Colleen Atwood - Animais Fantásticos e Onde Habitam
  • Consolata Boyle - Florence: Quem é Essa Mulher?
  • Madeline Fontaine - Jackie
  • Mary Zophres - La La Land: Cantando Estações
Melhor Maquiagem e Cabelo
  • Eva Von Bahr e Love Larson - A Man Called Ove
  • Joel Harlow e Richard Alonzo - Star Trek: Sem Fronteiras
  • Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson - Esquadrão Suicida
Melhor Mixagem de Som
  • Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye - A Chegada
  • Kevin O'Connell, Andy Wright, Robert Mckenzie e Peter Grace - Até o Último Homem
  • Andy Nelson, Ai-Ling Lee e Steve A. Morrow - La La Land: Cantando Estações
  • David Parker, Christopher Scarabosio e Stuart Wilson - Rogue One: Uma História Star Wars
  • Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth - 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi
Melhor Edição de Som
  • Sylvain Bellemare - A Chegada
  • Wylie Stateman e Renée Tondelli - Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
  • Robert Mackenzie e Andy Wright - Até o Último Homem
  • Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan - La La Land: Cantando Estações
  • Alan Robert Murray e Bub Asman - Sully: O Herói do Rio Hudson
Melhores Efeitos Visuais
  • Craig Hammack, Jason Snell, Jason Billington e Burt Dalton - Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
  • Stephane Ceretti, Richard Bluff, Vincent Cirelli e Paul Corbould - Doutor Estranho
  • Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon - Mogli: O Menino Lobo
  • Steve Emerson, Oliver Jones, Brian McLean e Brad Schiff - Kubo e as Cordas Mágicas
  • John Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould - Rogue One: Uma História Star Wars
Melhor Design de Produção
  • Patrice Vermette (design de produção) e Paul Hotte (decoração de set) - A Chegada
  • Stuart Craig (design de produção) e Anna Pinnock (decoração de set) - Animais Fantásticos e Onde Habitam
  • Jess Gonchor (design de produção) e Nancy Haigh (decoração de set) - Ave, César!
  • David Wasco (design de produção) e Sandy Reynolds-Wasco (decoração de set) - La La Land: Cantando Estações
  • Guy Hendrix Dyas (design de produção) e Gene Serdena (decoração de set) - Passageiros
Melhor Edição
  • Joe Walker - A Chegada
  • John Gilbert - Até o Último Homem
  • Jake Roberts - A Qualquer Custo
  • Tom Cross - La La Land: Cantando Estações
  • Nat Sanders e Joi McMillon - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Melhor Trilha Sonora
  • Mica Levi - Jackie
  • Justin Hurwitz - La La Land: Cantando Estações
  • Dustin O'Halloran e Hauschka - Lion: Uma Jornada para Casa
  • Nicholas Britell - Moonlight: Sob a Luz do Luar
  • Thomas Newman - Passageiros

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

NOS CINEMAS: Os Penetras 2 - Quem dá mais?

Por Rafael Morais
23 de janeiro de 2017

Comédia de situações não acha o tom e se perde no que deveria ser melhor: explorar a química entre Marco (Marcelo Adnet) e Beto (Eduardo Sterblitch), dualizando a figura do malandro e do inocente, abordagem que o primeiro filme conseguiu realizar, mas que carecia de um melhor desenvolvimento. Nesta sequência, focada na perspectiva de Beto, agora como personagem principal da trama, vimos o sujeito ser enganado pelo seu amigo/comparsa Marco, depois de mais um calote aplicado. Desmiolado, Beto perambula pelo Rio de Janeiro até se esbarrar, literalmente, com Santiago (Danton Melo), um rico empresário com interesses escusos. Assim, a Laura de Mariana Ximenes entra em ação, coadjuvante de luxo, como a femme fatale ideal para os golpes mais ousados, seguida de perto pelo também golpista Nelson (Stepan Nercessian). 

O conceito do filme sempre foi interessante: um típico menino do Rio se junta a uma trupe de estelionatários que querem ganhar a vida na moleza. E a sequência do estacionamento, onde os sujeitos buscam um carro e descem de elevador planejando a próxima trambicagem, é icônica para representar a boa ideia central para a franquia. O problema está, entre outras questões, em um script repleto de palavrões gratuitos que se baseia nas coincidências para ancorar o arco de seus personagens. Como podemos ver nas cenas em que Nelson é beijado por uma garota, surgindo do nada e que só fala palavrão; bem como naquela em que Santiago liga para um serviço de acompanhantes e aparece Laura, de paraquedas, sendo que Beto e Nelson já estavam na casa do empresário! Soa preguiçoso, no mínimo, um argumento que não tem dimensão do tamanho geográfico da cidade onde passa a história. 

No entanto, é reconfortante perceber a referência do cineasta Andrucha Waddington, que retorna no comando da direção, sempre optando por um jazz ao fundo (apesar de mastigar as gag’s visuais de humor), ao passo que a fotografia ensolarada e blasé, ao mesmo tempo, nos remetem à filmografia de Woody Allen. Mas, infelizmente, apenas nesse ponto podemos comparar ambos os realizadores. Em outro aspecto, o Beto de Eduardo Sterblitch grita Jim Carrey. Tanto nas expressões faciais (caretas de todo tipo), quanto no humor físico apurado, o ator brasileiro não esconde o seu fascínio pelo trabalho do colega canadense. Contudo, diferente de Carrey, Sterblitch ainda não tem estofo suficiente para segurar um filme como protagonista, sendo mais aconselhável jogar no colo de Marcelo Adnet e Mariana Ximenes (outra excelente atriz mal explorada pelo fraco roteiro) esta responsabilidade, coisa que o longa também desperdiça. 

Por fim, apesar de arrancar algumas boas risadas, estamos diante do famoso “mais do mesmo”, entregando ainda, em uma cena pós-crédito, um possível terceiro episódio. 

*Avaliação: 2,5 pipocas + 2,5 rapaduras = nota 5,0.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GLOBO DE OURO 2017 - Conheça os vencedores

Por Rafael Morais
09 de janeiro de 2017

*REPOST DO SITE OMELETE

Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood realizou neste domingo, 8 de janeiro, o anúncio e entrega das estatuetas do Globo de Ouro de 2017. A cerimônia, que revelou os melhores do cinema e da televisão, foi apresentada por Jimmy Fallon (The Tonight Show starring Jimmy Fallon).
La La Land foi o filme mais premiado da noite, levando sete estatuetas para casa e quebrando o recorde de mais premiado pelo Globo de Ouro. Nas séries, The Night Manager ficou no topo com três prêmios.
Confira os vencedores, marcados em negrito, abaixo:

CINEMA

Melhor Filme de Drama 
  • Moonlight
  • Até o Último Homem (Hacksaw Ridge)
  • A Qualquer Custo (Hell or High Water)
  • Lion
  • Manchester à Beira-Mar
Melhor Atriz em Filme Dramático
  • Isabelle Huppert - Elle
  • Amy Adams - A Chegada
  • Jessica Chastain - Miss Sloane
  • Ruth Negga - Loving
  • Natalie Portman - Jackie
Melhor Ator em Filme Dramático
  • Casey Affleck - Manchester à Beira-Mar
  • Joel Edgerton - Loving
  • Andrew Garfield - Até o Último Homem (Hacksaw Ridge)
  • Viggo Mortensen - Capitão Fantástico
  • Denzel Washington - Fences
Melhor Filme de Comédia ou Musical
  • La La Land: Cantando Estações
  • 20th Century Women
  • Deadpool
  • Florence, Quem é Essa Mulher?
  • Sing Street
Melhor Atriz em Comédia ou Musical
  • Emma Stone - La La Land: Cantando Estações
  • Annette Bening - 20th Century Women
  • Lily Collins - Rules Don’t Apply
  • Hailee Steinfeld - The Edge of Seventeen
  • Meryl Streep - Florence, Quem é Essa Mulher?
Melhor Diretor 
  • Damien Chazelle - La La Land: Cantando Estações
  • Tom Ford - Animais Noturnos
  • Mel Gibson - Até o Último Homem (Hacksaw Ridge)
  • Barry Jenkins - Moonlight
  • Kenneth Lonergan - Manchester à Beira-Mar
Melhor Filme em Língua Estrangeira
  • Elle (França)
  • Divines (França)
  • Neruda (Chile)
  • The Salesman (Irã, França)
  • Tony Erdmann (Alemanha)
Melhor Longa Animado 
  • Zootopia - Essa Cidade é o Bicho
  • Kubo e as Cordas Mágicas
  • Moana: Um Mar de Aventuras
  • My Life as a Zucchini
  • Sing: Quem Canta Seus Males Espanta
Melhor Roteiro
  • La La Land: Cantando Estações - Damien Chazelle
  • Animais Noturnos - Tom Ford
  • Moonlight - Barry Jenkins
  • Manchester à Beira-Mar - Kenneth Lonergan
  • A Qualquer Custo (Hell or High Water) - Taylor Sheridan
Melhor Ator em Comédia ou Musical
  • Ryan Gosling - La La Land: Cantando Estações
  • Colin Farrell - The Lobster
  • Hugh Grant - Florence, Quem é Essa Mulher?
  • Jonah Hill - Cães de Guerra
  • Ryan Reynolds - Deadpool
Melhor Atriz Coadjuvante 
  • Viola Davis - Fences
  • Naomie Harris - Moonlight
  • Nicole Kidman - Lion
  • Octavia Spencer - Estrelas Além do Tempo
  • Michelle Williams - Manchester à Beira-Mar
Melhor Canção Original
  • City of Stars - La La Land: Cantando Estações
  • Can't Stop the Feeling - Trolls
  • Faith - Sing: Quem Canta Seus Males Espanta
  • Gold - Ouro e Cobiça
  • How Far I’ll Go - Moana: Um Mar de Aventuras
Melhor Trilha Sonora Original
  • La La Land: Cantando Estações
  • A Chegada
  • Lion
  • Moonlight
  • Estrelas Além do Tempo
Melhor Ator Coadjuvante
  • Aaron Taylor-Johnson - Animais Noturnos
  • Mahershala Ali - Moonlight
  • Dev Patel - Lion
  • Jeff Bridges - A Qualquer Custo (Hell or High Water)
  • Simon Helberg - Florence, Quem é Essa Mulher?

TV

Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical
  • Donald Glover - Atlanta
  • Anthony Anderson - Black-ish
  • Gael Garcia Bernal - Mozart in the Jungle
  • Nick Nolte - Graves
  • Jeffrey Tambor - Transparent
Melhor Série Dramática
  • The Crown
  • Game of Thrones
  • Stranger Things
  • This Is Us
  • Westworld
Melhor Atriz em Série Dramática
  • Claire Foy - The Crown
  • Catriona Balfe - Outlander
  • Keri Russell - The Americans
  • Winona Rider - Stranger Things
  • Evan Rachel Wood - Westworld
Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV
  • Tom Hiddleston - The Night Manager
  • Courtney B. Vance - The People vs O.J. Simpson: American Crime Story
  • Riz Ahmed - The Night Of
  • Bryan Cranston - All The Way
  • John Turturro - The Night Of
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV
  • Olivia Colman - The Night Manager
  • Lena Headey - Game of Thrones
  • Chrissy Metz - This Is Us
  • Mandy Moore - This Is Us
  • Thandie Newton - Westworld
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV
  • Hugh Laurie - The Night Manager
  • Sterling K. Brown - The People vs O.J. Simpson: American Crime Story
  • John Lithgow - The Crown
  • Christian Slater - Mr. Robot
  • John Travolta - The People vs O.J. Simpson: American Crime Story
Melhor Minissérie ou Filme para TV
  • The People vs O.J. Simpson: American Crime Story
  • American Crime
  • The Dresser
  • The Night Manager
  • The Night Of
Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV
  • Sarah Paulson - The People vs O.J. Simpson: American Crime Story
  • Felicity Huffman - American Crime
  • Riley Keough - The Girlfriend Experience
  • Charlotte Rampling - London Spy
  • Kerry Washington - Confirmation
Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical 
  • Tracee Ellis Ross - Black-ish
  • Rachel Bloom - Crazy Ex-Girlfriend
  • Julia Louis Dreyfuss - Veep
  • Sarah Jessica Parker - Divorce
  • Issa Era - Insecure
  • Gina Rodriguez - Jane The Virgin
Melhor Série de Comédia ou Musical 
  • Atlanta
  • Black-ish
  • Mozart in the Jungle
  • Transparent
  • Veep
Melhor Ator em Série Dramática
  • Billy Bob Thornton - Goliath
  • Rami Malek - Mr. Robot
  • Bob Odenkirk - Better Call Saul
  • Matthew Rhys - The Americans
  • Liev Schreiber - Ray Donovan

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

NOS CINEMAS - Rogue One: Uma História Star Wars


Por Rafael Morais
19 de dezembro de 2016

Logo no início do episódio “IV – Uma Nova Esperança” descobrimos que a princesa Leia recebe os planos de uma potente arma, construída pelo Império, capaz de exterminar planetas inteiros. Mas como a planta dessa bomba foi parar no colo da líder da rebelião? Pronto, é aí que “Rogue One – Uma História Star Wars” entra em cena como um derivado da franquia contando a história do esquadrão de rebeldes que rouba os planos da “Estrela da Morte”, se encaixando, cronologicamente, entre os episódios III e IV. Disposto a ser um capítulo à parte, o filme tenta se desvencilhar da sequência desde a introdução. Portanto, esqueça aqueles letreiros com a fonte clássica, em amarelo negrito, subindo no estilo slide up ao som da trilha de John Williams.

Desta forma, neste prelúdio, somos apresentados a Galen Erso (Mads Mikkelsen), um notável cientista forçado a trabalhar para o Império no setor bélico, tendo a sua família dizimada por não querer contribuir com este poder sombrio que derrubara a República. Com exceção da sua filha Jyn Erso, que ainda criança foge para sobreviver, se transformando em uma rebelde nata.

Recheado de personagens, o roteiro guarda nos coadjuvantes Chirrut Îmwe (Donnie Yen), Baze Malbus (Wen Jiang) e no carismático droide K-2SO o seu trunfo, já que a protagonista Jyn, vivida pela superestimada atriz Felicity Jones, não consegue cativar o espectador (pelo menos a mim). Em momento algum sentimos a dor, ou somos convencidos da motivação da heroína, apesar de estar lá. Já Diego Luna traz uma tridimensionalidade ao seu Cassian Andor, aproveitando melhor as nuances de sua persona.

Com um segundo ato inchado, o filme se arrasta por diversos planetas, mas se fixa em Saw Guerrera (o oscarizável Forest Whitaker), um rebelde extremista, que nem mesmo a Aliança o reconhece, para traçar - com muito esforço e boa vontade do público que queira enxergar esse pano de fundo - um paralelo da guerra e suas motivações com o que vivemos hoje em dia. Afinal, os terroristas são sujeitos que não reconhecem um poder ditatorial/imperial e lutam pela sua liberdade? Ou findam paranoicos deturpando os valores e cometendo atos de extrema intolerância, muitas vezes visando assumir este poder? A linha parece tênue e dialoga com a alarmante situação atualmente, sobretudo no Oriente Médio, refletindo na América e Europa através de sucessivos atentados. Contudo, o Império em Star Wars merece ser combatido por construir, comprovadamente, uma arma de destruição em massa colocando a vida de todos em risco, já que quem discordasse dos seus objetivos seria dizimado. Ok, mas essa não era uma das desculpas utilizadas pelos Estados Unidos como subterfúgio para invadir o Iraque em 2003?

Entretanto, voltando ao filme, temos um script bem dosado na utilização de gag’s e dos elementos dramáticos, sem o surgimento de piadas deslocadas (e tem uma de humor negro impagável) ou dramalhão desnecessário. A fita é sobre guerra e tem ciência disso. Comovente também em momentos pontuais, o instante em que associamos o apelido carinhoso que um pai dar à sua filha (Galen à Jyn), com o nome de uma arma catastrófica, principal vilã, é de uma sutileza ímpar.

Por sua vez, o diretor Gareth Edwards captou a essência de Guerra nas Estrelas ao reproduzir cenários reais, animatrônicos, harmonizando com a computação gráfica clean, respeitando a essência dos personagens, em detrimento do abuso de CGI’s e um tal “Jar Jar Binks”, pecados que George Lucas cometeu nos episódios I a III. Ao desconstruir alguns mitos concebidos na trilogia clássica, como o menino Vader na pele do meigo Jake Llloyd, Lucas parece não ter se encontrado com o próprio universo que construiu: teria sido uma crise de identidade ou o interesse de caça-níquel falou mais alto?

O fato é que “Rogue One” é um prato cheio não só para os fãs do universo estendido de Star Wars, como também para os que conhecem apenas o básico. A ação é filmada com excelência tanto no ar (Tie Fighter’s e Aliança travam duelos épicos no espaço), quanto em terra firme (os At-At’s nunca foram tão ameaçadores e verossimilhantes). Inclusive, a batalha na praia é uma das cenas mais legais de toda a saga! Neste quesito, a fotografia de Graig Fraser conversa com os efeitos visuais, tornando o frame a frame lindo em cada quadro. E por mais que não vejamos jedis ou lutas de sabres, há uma atmosfera instaurada que grita Star Wars. Sentimos a presença de Obi Wan, apenas em uma rápida menção que nem sequer cita o seu nome – o serviço ao fã é a razão de existir deste spin-off - e a “Força”, como um mantra que motiva a trupe, está lá para quem quiser sentir.

Ao final, com um terceiro ato irretocável, este corajoso título resgata a essência da trilogia clássica, revigorada por uma sequência de suspense claustrofóbica com Darth Vader no centro da ação, contribuindo ainda mais para a mitologia de um dos maiores vilões da história do cinema.                           


*Avaliação: 4,0 pipocas + 4,0 rapaduras = nota 8,0.                                                                                      

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TEATRO - Potter

Por Rafael Morais
01 de dezembro de 2016

Ok, eu confesso: não sou fã da saga Harry Potter nos cinemas; e sou ex-aluno do Colégio Dom Quintino, com muito orgulho! Dito isso (ufa, precisava desabafar!), o Festival de Dança do DQ deste ano trouxe o tema “Potter” através de uma linda montagem teatral, capaz de nos levar do Expresso às dependências da escola de Hogwarts. Como não lembrar os irmãos Lumiére com o seu filme experimental: “A Chegada do Trem”, enquanto acompanhamos, logo no início da peça, a estação e os personagens que passamos a seguir? Para um cinéfilo, as referências pipocam na cabeça.

Assim, acostumado a assistir, todo ano, aos magníficos festivais do Colégio, percebemos a diferença no cenário, desta feita em sua maior parte digital - por meio de um enorme telão em alta resolução - o que configura um acerto por parte da direção de arte do espetáculo, afinal de contas rivalizar com as suntuosas locações dos filmes se tornaria inviável. Mesmo assim, quando surge um efeito prático, um objeto de cena físico, vislumbramos o belo trabalho do artista plástico Raimundo Dias Vieira (o talentoso Jocieldo) tomando conta do ambiente e nos imergindo ainda mais na história.

O que dizer do figurino caprichado e das cartinhas caindo do céu, literalmente, interagindo com o público a atmosfera lúdica proposta? Fantástico! E como estamos falando de um evento escolar, imagino a emoção dos pais presenciando as suas pequenas vestidas de maquinistas ou de porções mágicas: uma fofura sem tamanho!

Mérito também para a excelente escolha das canções, que passeia pela própria trilha sonora da franquia, épica por excelência, passando por um dance eletrizante, até as repaginações de Boyce Avenue, tudo na medida. Na verdade, a utilização de músicas anacrônicas, uma das características do Festival em todas as suas edições, não só auxilia na ritmização, como também empolga o espectador. Buscar regravações de um som extremamente conhecido traz frescor e jovialidade à montagem.

Contudo, como vivemos na era dos cosplay’s, gostei da entrega dos alunos ao pintarem o cabelo nas cores de suas personas, trazendo um toque de verossimilhança. Porém, senti falta do protagonista não estar com o corte /penteado parecido com o do Harry, por mais que a armação redondinha dos óculos ajude a lhe identificar. Todavia, a maquiagem merece aplausos na composição do vilão Voldemort e do elfo Dobby, especialmente.

O ballet, o jazz e a dança contemporânea são estilos muito bem representados na coreografia de Gorete Maia e Jessé Anastácio. A expressão corporal carrega vigor, paixão e sensibilidade, quando necessário. Não deve ser fácil ensaiar e controlar aquela garotada, sobretudo a ansiedade.

Por fim, as irmãs Melissa e Milena Mangueira, responsáveis pela direção geral do Festival, podem se sentir orgulhosas do trabalho realizado, pois, entre outras conquistas, conseguiram despertar em mim a vontade de dar uma segunda chance à filmografia do bruxinho. Ou será que ainda estou sob os efeitos da magia a que fui submetido no teatro há dois dias? 

*Avaliação: 5 pipocas + 5 rapaduras = nota 10.