O último filme da franquia (graças a Deus)chega dominando as salas de cinema de todo o país. Rafael Morais 16 de novembro de 2012.
Só para se ter uma ideia do monopólio desse filme no circuito, no cinema Centerplex Via Sul daqui de Fortaleza, das 6 (seis) salas disponíveis, 4 (quatro) ficaram para os vampirinhos que brilham sob a luz do sol. Assim, para as projeções de Gonzaga, de Pai para Filho e Argo só restou 1 (um) horário pra cada. Até quando temos que aguentar isso?
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2
No último filme da série, Bella mal se habitua aos seus novos poderes e já precisa reunir seus aliados para defender sua filha dos vampiros Volturi.
Fantasia (The Twilight Saga: Breaking Down - Part II) - EUA, 2011. Direção: Bill Condon. Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Dakota Fanning, Michael Sheen. Duração: 117 minutos. Classificação: 12 anos.
Breno Silveira mantém, com inteligência, a mesma fórmula de sucesso utilizada em 2 Filhos de Francisco.
Rafael Morais
12 de novembro de 2012.
No ano de seu centenário, o Rei do Baião ganha uma bela e justa homenagem proporcionada pela sétima arte. Uma superprodução, orquestrada pelo diretor Breno Silveira (2 Filhos de Francisco, Era Uma Vez e À Beira do Caminho), trouxe à tona a história entre pai e filho que serviu como pano de fundo para o longa. O argumento surgiu deuma entrevista que Gonzaguinha gravou com o pai no início dos anos 1980, quando se encontrava no auge. As fitas, nunca divulgadas, mostram o duro acerto de contas entre pai e filho, fruto da distância a que Gonzagão, pai hesitante e desconfiado da paternidade de Gonzaguinha, se manteve durante a maior parte da vida do cantor.
A tarefa do cineasta não era fácil: contar uma história que atravessa seis décadas, e já bem conhecida pelo grande público, exceto a "carta na manga", que foi essa gravação da conversa nunca antes revelada. Para tanto, a direção de arte se redobrou no intuito de conferir a realidade da atmosfera da época, além da utilização de vários atores para os papéis de Gonzagão e Gonzaguinha, interpretados e recontados durante a cronologia narrativa do filme.
Para fugir das armadilhas de uma "filmografia" (longa que conta a biografia de um personagem) e não cair em tons novelescos, foi utilizado figurinos, cenários e locações condizentes com a história, inserindo o espectador no universo da película, ou seja, o sertão nordestino, sua seca e sua gente. E foi desse lugar inóspito pelo clima, mas acolhedor pelo povo, que surgiu a inspiração para as canções de Luiz Gonzaga. As músicas parecem ganhar cores e corpo, demonstrando uma verdade sonora tão buscada por qualquer artista.
Vale destacar também a bela e diegética fotografia, na qual se pontua, com elegância, a trama, dando a atmosfera certa ao período que as cenas pretendem retratar. O uso de cenas de arquivo ao longo da história também é feito de forma eficiente, sem se deixar apelar ou ultrapassar os limites.
O elenco, por sua vez, foi muito bem escolhido. Os intérpretes de Gonzagão, em todas as suas fases, transbordam em carisma o que lhes falta em técnica dramática. O resultado é ainda melhor quando se descobre que Silveira usou atores amadores no papel: o intérprete que tem mais tempo em cena, Chambinho do Acordeom, se sai muito bem. Já Julio Andrade, que vive o Gonzaguinha adulto, é o grande destaque da produção. Seu trabalho de caracterização é impressionante, emulando a voz e a linguagem corporal do cantor com perfeição, dando a impressão que aquilo não é apenas uma grande atuação, mas quase uma reencarnação.
Mas é em matéria de emoção que o longa ganha o espectador desde o início. A partir da magnífica introdução, já ficamos certos de que a história não será superficial, muito menos genérica, como algumas produções costumam derrapar. A profundidade de uma relação entre pai e filho rebusca, ao longo da história, as vãs tentativas de justificar os entraves, anseios e conflitos entre eles. A matéria-prima do novel cineasta são justamente as relações triviais advindas de um casal (namoro ou matrimônio) ou entre pais e filhos.
O uso da música popular, por sua vez, que seria um recurso oportunista em mãos menos talentosas, só reforça esse interesse de Silveira em retratar a vida íntima dos brasileiros – as canções de Zezé Di Camargo, Roberto Carlos, Luiz Gonzaga e Gonzaguinha nunca são só enfeites para as cenas; dizem tanto da trama quanto os diálogos e as situações. Silveira anda por um terreno firme e seguro e por "mares já d'antes navegados".
E o que seria da música popular brasileira se não fosse Nazinha - a filha do coronel que foi terminantemente proibida de se casar com o então jovem Luiz Gonzaga - ? Assim quis o destino que o Rei do Baião fosse um "produto" de tudo o que ele viveu: namoros proibidos, secas e bastante vontade de ser alguém na vida.
A bem da verdade é que todo grande artista tem na desilusão, e nesse caso, na frustração de um amor não correspondido, o mote para aflorar uma inspiração guardada lá no íntimo de seu ser. Vencer na vida e provar para aqueles que não acreditam, sempre será um combustível para a vitória. Ainda mais quando se está no sertão e a verdade lhe bate a cara, literalmente, como na emocionante cena em que a mãe do jovem sanfoneiro, aos prantos, lhe dá uma surra esbravejando: "Você é pobre e negro. Se olhe no espelho". A partir dali, a identidade de Luiz estava sendo talhada, e o ídolo estava nascendo para a vida, sem se deixar levar pelas mágoas ou tristezas, como a maioria faria no seu lugar. Sacudiu a poeira e saiu da sua zona de conforto para se tornar um ícone da MPB; um artista que marcou gerações e levou a verdade de um nordeste que poucos conheciam.
Por Leandro Nacle, Rafael Morais e Emanuel Ponto Carvalho. 11 de novembro de 2012.
PIPOCA NEWS - Você sabia que a Disney comprou a LucasFilm, ou seja, a franquia Star Wars? Pois é, comentamos essas e outras notícias da semana, além de premiarmos os dois espectadores que mais compartilharam os nossos vídeos.
No 1º trailer, Brad Pitt encara hordas formigueiros de zumbis.
Rafael Morais
09 de novembro de 2012.
Guerra Mundial Z, filme de zumbis que vêm sendo descrito como uma mistura da série Bourne com The Walking Dead, teve o seu primeiro trailer divulgado. A adaptação do best-seller homônimo escrito por Max Brooks (também autor de “Guia de Sobrevivência a Zumbis”) é estrelada por Brad Pitt e dirigida por Marc Forster (007 Quantum of Solace).
O filme é o relato de uma guerra contra uma legião de humanos contaminados, que morreram e ressuscitaram na forma de zumbis. A trama acompanha o autor desse relato, um oficial das Nações Unidas (Pitt), que passa o tempo reunindo as histórias dos sobreviventes e escrevendo em seu livro, dez anos depois da praga que devastou o planeta.
O lançamento do blockbuster estava programado para dezembro, mas passou por alguns problemas e precisou ser adiado. Damon Lindelof (Prometheus) foi contratado às pressas pela Paramount para reescrever parte do roteiro e cenas significativas precisaram ser refilmadas.
No elenco estão Mireille Enos (Caça aos Gangsters), Matthew Fox (A Sombra do Inimigo), James Badge Dale (Homem de Ferro 3) David Morse (Fúria Sobre Rodas) e a francesa Julia Levy-Boeken, entre outros. O trailer, repleto de ação, traz bastante correria com hordas de zumbis se comportando feito saúvas gigantes em meio a um cenário caótico. Confira:
World War Z estreia em 21 de junho nos EUA e na semana seguinte no Brasil.
Confira agora os filmes que chegam às telas em 9 de novembro.
Argo
Com a ajuda de Hollywood, a CIA cria uma ficção científica de mentira, intitulada Argo, para convencer as autoridades iranianas de que está procurando locações para filmar em Teerã - e assim conseguir evacuar seis diplomatas dos EUA da capital do Irã, na chamada crise dos reféns de 1979.
Suspense - EUA, 2011. Direção: Ben Affleck. Elenco: Ben Affleck, John Goodman, Bryan Cranston, Michael Parks, Tate Donovan, Nelson Franklin, Taylor Schilling. Duração: 120 minutos. Classificação: 14 anos.
Depois de confiscarem um pequeno montante de dinheiro e algumas armas de membros de um temido cartel de drogas, dois jovens policiais são jurados de morte.
Policial - (End of Watch) EUA, 2012. Direção: David Ayer. Elenco: Jake Gyllenhaal, Michael Peña, Natalie Martinez, Anna Kendrick, David Harbour, Frank Grillo, America Ferrera, Cody Horn. Duração: 109 min. Classificação: 14 anos.
Histeria
Na Londres vitoriana, dois médicos que tratam de histeria - condição que, na época, se associava à irritabilidade das mulheres - passam a empregar um aparato elétrico que anos depois ficaria conhecido como vibrador.
Comédia/Drama - (Hysteria) Reino Unido/França/Alemanha/Luxemburgo, 2012. Direção: Tanya Wexler. Elenco: Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal, Felicity Jones, Rupert Everett, Jonathan Pryce. Duração: 100 minutos. Classificação: 14 anos.